Eneacoaching 9 passos – As 9 Estações da Transformação – Eduardo Reis Torgal

Eneacoaching 9 passos – As 9 Estações da Transformação – Eduardo Reis Torgal

Sobre a Metodologia

O Eneagrama é uma sabedoria de símbolos. Compreender os seus símbolos é ter um novo entendimento sobre a nossa condição humana. Ao longo dos tempos o símbolo do Eneagrama tem sido alvo de complementares entendimentos e compreensões.

Nesta metodologia Eneacoaching 9 passos é feita uma interpretação dos movimentos e estações do símbolo do Eneagrama, baseado na sua dinâmica e numa busca de percepção da nossa transformação. Este é um caminho de crescimento consciente, onde cada um viajará “acordado” enquanto a transformação se desenvolve.

As estações ou pontos conforme os compreendemos nesta dinâmica de transformação e os seus movimentos não são os mesmos que são usados no Eneagrama da Personalidade. É essencial temporaliamente esquecer essa percepção para melhor compreender o modelo 9 passos.

Conceito de estações e de passos

Nesta metodologia usamos a terminologia de estações ou pontos e de passos. Cada um destes termos simbolizam coisas diferentes e que são essenciais de compreenderes desde já. As estações ou pontos são simbolizados por os 9 pontos descritos no diagrama do Eneagrama e que estão numerados de 1 a 9. Os 9 passos do nosso programa por outro lado representam a movimentação entre cada uma destas estações ou pontos. Ou seja, quando te moves da estação 9 para a estação 1 estás a dar o primeiro passo dos 9 passos da metodologia.

Eduardo - 9 transformation stations

O símbolo:

O simbolo é composto por 9 pontos ou estações, como referido anteriormente, uma circunferência exterior e pelos caminhos de ligação internos entre cada um dos números.

Cada um dos nove pontos ou estações e suas ligações internas têm um significado muito particular.

Por exemplo, a ligação do ponto 4 aos pontos 1 e 2 respectivamente (ver figura 1) são essenciais no nosso método de 9 passos para compreender, por exemplo, os riscos

associados ao nosso caminho de crescimento. Nomeadamente ele será essencial para compreendermos o motivo pelo qual tantas vezes temos uma mudança de comportamento tão determinante e que subitamente é abandonada, retomando ao ponto, ou comportamento, inicial. Abordaremos mais adiante esta temática, pormenorizadamente.

Por outro lado o circulo que circunscreve o símbolo representa o nosso caminho de evolução, como se fosse uma estrada que percorremos no nosso crescimento. Ou seja, quando nos encontramos na estação 2 avançamos no nosso nível de crescimento quando nos movemos para a estação 3 e regredimos quando estamos na estação 2 e nos movemos para a estação 1. Cada um destes movimentos de progressão representam um dos nossos 9 passos.

Na nossa metodologia 9 passos navegamos pelo símbolo nas suas duas vertentes. As ligações internas (movimentos internos), representada pelas linhas interiores entre os números e as ligações externas (movimento circular) compreendidas pela sequência de números ligados pela circunferência externa do Eneagrama.

 

Movimento Circular

Conceito de crescimento e regressão

Ao longo do nosso trabalho e de qualquer crescimento ocorrerão duas forças que atuarão em simultâneo, força de crescimento e força de regressão – Figura 2. Essas duas forças funcionam em sentido contrário, sendo a de crescimento no sentido dos ponteiros do relógio e a de regressão no sentido oposto. A progressão será o resultado da tua vontade se manifestar superior à força contrária.

Como uma esfera que é lançada no sentido contrária aos ponteiros do relógio. Essa bola quando é lançada no ponto 9 em direção ao ponto 1, vai ganhando sucessivamente mais força e velocidade.

Comparativamente, o impacto que é exercido nas estações 1 e 2 é exponencialmente superior à que ele exerce nos pontos 8 ou 7. É como se sucessivamente essa bola fosse ganhando cada vez mais balanço, aumentando a sua velocidade e energia. Ao chegar às estações mais distantes atinge a sua maior energia de impacto. Esse é um dos motivos pelos quais o inicio dos processos de crescimento e transformação são substancialmente mais exigentes que quando estes se encontram em andamento.

Da mesma forma nós temos dentro de nós uma energia que nos puxa em direção ao pólo evolutivo, nos sentidos do ponteiro do relógio, e que nos move a mudar e crescer. É o equivalente à força que cada um de nós manifesta quando, enquanto criança, decide começar a andar. Ainda que os desafios sejam grandes, a criança sente uma energia incontrolável de desenvolver esses esforços, contra todas as suas naturais limitações. O seu único foco é chegar aos objetos que até aqui não estavam ao seu alcance por sua própria vontade e liberdade. Para isso há que desafiar as suas limitações, equilibrar-se e andar. Assim é o crescimento humano. Quando as nossas energias de crescimento se focalizam, passamos a ter a liberdade de escolher enfrentar essa força involutiva e crescer.

Nas estações 9,3 e 6, simbolizadas pelo triângulo interno, serão estações particulares de choque. Abordaremos detalhadamente o seu significado quando as estudarmos mais em detalhe.

Progressao e Regressao

Nove Passos e nove Estações

Figura 2

Ao percorreres as 9 estações e os 9 passos estamos a viajar pelo crescimento acordado. Os passos são os mecanismos que facilitam a não estagnação ou regressão nas estações e que apoiam no cumprimento do ciclo de crescimento.

Estação 9 – Equilíbrio e esquecimento. Primeiro ponto de choque

Todos os processos de crescimento têm o seu inicio e fim no ponto ou estação 9. Aí dá-se o que denominamos o fim e o inicio de uma nova escala de crescimento. Uma nova escala de crescimento que começa e uma passada escala de crescimento que termina. Quando no Eneagrama da personalidade se estuda a personalidade Tipo 9 compreendemos duas facetas essenciais e que nos podem ajudar a compreender um pouco melhor este momento; O primeiro é a dificuldade que essa personalidade tem de iniciar um novo ciclo de ação e uma preocupação em manter um certo nível de equilíbrio e estabilidade. De resto um equilíbrio impossível de garantir uma vez que tudo à sua volta se mantém em movimento. Um segundo aspecto essencial que podemos retratar é o seu esquecimento de si mesmo, representado na personalidade pelo esquecimento das suas próprias prioridades.

No nosso mapa de crescimento, traduzido pelos 9 passos, o esquecimento de algo leva à necessidade de entrega. A escolha recai em preferir ser uma máquina em contrapartida a não ser nada. Aqui dá-se o nosso primeiro passo.

Todos nós, de uma forma ou de outra, neste ponto 9 esquecemos o crescimento que havíamos feito. E o esquecimento leva-nos a um novo estágio de “ignorância”, integrando o crescimento anterior mas esquecendo que vínhamos em dinâmica de crescimento. Para compreender melhor este fenómeno procure compreender o símbolo do Eneagrama – Figura 1, como sendo uma figura tridimensional. Sempre que iniciamos no ponto nove e nos dirigimos na direção do um, dois, três, quatro, sucessivamente até ao oito estamos numa dinâmica de crescimento. A estação 9 simboliza o fim dessa dinâmica e o inicio de uma nova. O movimento dinâmico que vem de trás materializa-se na estação 9 e simultaneamente ela dá inicio a um novo ciclo.

Na estação 9 dá-se o primeiro choque do nosso progresso. Um choque de esquecimento do caminho que vínhamos a percorrer. Ele ocorre como um relâmpago que nos faz esquecer e adormecer. É como um guerreiro que após uma batalha regressa a casa e decide descansar. No descanso cai no “sono” e adormece. Aqui começa também o nosso novo caminho de transformação.

Passo 1 – a Passagem do “equilíbrio” do Esquecimento para o automatismo do Homem Máquina Não podemos ficar para sempre neste momento de choque pelo que torna imperativo avançar para o nosso próximo ponto ou estação. Cada um deste 9 passos são estágios de consciência e compreensão. Muitas pessoas ficam narcotizadas pelos sonhos e desejos sem nunca progredirem efetivamente. O mundo do sonho e da idealização faz esquecer a Vida “real”, não a permitindo avançar. A metodologia 9 passos serve para que não nos deixemos adormecer em nenhuma destas estações.

Estação 1 – O Homem máquina

Começamos aqui o trabalho sobre o crescimento. Este é o inicio de uma viagem de crescimento que leva a uma nova experiência de “Ser”.

Nesta estação reagimos de uma forma automática e descontrolada em relação a um aspecto em particular que queremos melhorar. Não temos a consciência essencial para o um novo estágio de crescimento. Aqui tudo o que nos envolve nos influencia como se fossemos uma máquina desprovida de decisão. Onde nem sempre compreendemos os limites entre nós mesmos e os outros. Onde não compreendemos que não decidimos nada, tudo ocorre por acidente.

Passo 2 – A passagem do Homem máquina para o Eu Observador

Pela primeira vez desafiamo-nos a olhar para os nossos comportamentos. Aqui damos um passo essencial e que nos levará a compreender mais sobre nós mesmos, numa perspectiva de observador da máquina que opera, sem controle sobre si mesmo – o Homem máquina. A observação será a nossa principal ferramenta neste estágio.

Estação 2 – Eu Observador

Aqui somos um Eu que se observa a si mesmo. Vemos coisas boas e menos boas sobre o nosso crescimento. Sem nos observarmos de diferentes perspectivas jamais saberemos quem somos. Muitos de nós somos viciados em nos vermos demasiado bem, outros em se ver demasiado mal, outros ainda em não se ver de todo. Quaisquer destes vícios não nos permitirão avançar desta estação e o retrocesso será inevitável. Há que desenvolver o reconhecimento. Sem ele torna-se impossível crescer. Reconhecer implica não julgar. Só nesse momento estaremos prontos para o nosso 3º passo.

Passo 3 – A passagem do Eu observador para a disponibilidade para o choque

Em alguns momentos do nosso crescimento temos de esperar que algo aconteça. Para estarmos disponíveis para este passo temos de conseguir encontrar no estágio anterior o melhor e pior de nós mesmos. Sem julgamento e com observação recorrente.

Estação 3 – Choque emocional

Estamos formatados em viver num mundo de dualidade. Um mundo onde um efeito provém de uma causa, onde A origina B. No nosso crescimento como em tantas áreas da nossa vida compreendemos já que a transformação ocorre com a existência de três forças. Em energia positiva, energia negativa e energia neutralizadora. Pai, mãe e o filho. Nas ciências com protões, eletrões e neutrões ou na força ativa, força negativa, força neutralizante. Nesta estação compreendemos que entre o que temos de bom e o que temos de mal deverá crescer uma força emocional que impulsione a que algo aconteça. Essa força surgirá (como uma terceira força) num dado momento em que estivermos preparados. Nesse momento em que no nosso diálogo interno se escuta: “É hoje, hoje vou fazer diferente”.

Passo 4 – A passagem do choque emocional para o verdadeiro desconstruído

Estamos cada vez mais próximos de encontrar o nosso momento de transformação. Esse novo estágio compreende um novo Eu. Não estaremos prontos até conhecermos verdadeiramente o nosso atual Eu. Esta é a passagem que nos aproxima de quem nós verdadeiramente fazemos de conta que Somos ou não Somos.

Neste passo o choque ocorre quando conseguimos olhar, sem critica ou vaidade para nós mesmos.

Só nesse momento permitimos a entrada de uma terceira força ou vontade. Este é um momento para esperarmos os sinais que vêm do exterior, e assim compreenderemos a nossa energia emocional de mudança. É tempo de nos escutaremos e sentiremos. É momento para que a mais profunda motivação ocorra. Este é o momento de escutarmos o nosso Ser. Sinais exteriores são a energia necessária para o nosso próximo movimento e entraremos em contacto com a nossa mais forte motivação de mudança.

Estação 4 – Eu desconstruído

Aqui entramos na nossa fase mais desconstrutiva da viagem. Só podemos encher um copo se ele já estiver vazio. O nosso objetivo aqui é vazar o copo que trazemos connosco. Para isso teremos que ganhar a capacidade de deixar para trás, sem apego, aquilo que não mais nos fará falta para a nossa viagem. Este é um momento decisivo. É aqui que uma se dá um momento importante da nossa caminhada. Se observaremos com atenção para o diagrama do Eneagrama compreendes que o símbolo representa uma certa profundidade e perfeita simetria entre um lado e outro do diagrama. Aqui é onde tudo se decide e se inicia um ponto de não retorno.

Passo 5 – A passagem do Eu desconstruído para Eu Construído

Esta é a passagem essencial. É aqui que teremos o nosso “segundo” de transformação. Chamo a este estágio entre o ponto 4 e ponto 5 a “Zone”. Esse segundo representa o nosso momento de libertação e a passagem para o outro lado do diagrama. Com esta passagem entramos na nossa criação e abandonamos o nosso Eu viciado. Passando esta fronteira nenhum homem volta atrás no seu crescimento. Como compreenderás, os retrocessos que aqui ocorrem compreendem-se na esfera mental e jamais retornam aos impulsos emocionais. Aqui se dá a transformação. Este é o momento em que gritamos do interior de nós mesmo: “Chega! Jamais volto a fazer igual!” Este é o passo do desapego ao teu antigo Eu e a procura entusiasta por nos construirmos. Muitos dos processos de crescimento ignoram todo este trajeto até aqui chegar, desejando saltar estágios essenciais. A sua mudança fica condenada ao fracasso. Só depois de nos soltarmos das nossas prisões nos podemos recriar em liberdade.

Estação 5 – Novo Eu construído

Estamos prontos para nos criarmos. O nosso copo está finalmente vazio, é hora de o encher. Aqui estamos em momento de começar a desenhar a nossa nova Vida e o nosso novo Eu. É momento de com entusiasmo imaginar quem queremos ser. Que coisas queremos conquistar. Estamos a meio do nosso programa e muito já descobrimos e desconstruímos do nosso Eu antigo. Agora é essencial escolhermos o nosso novo Eu.

Passo 6 – A passagem do Eu construído para o choque mental

Todo o processo de crescimento, se considerarmos como um ciclo, tem um começo meio e fim.

Nesta metodologia eles são simbolizados pelos pontos de choque. Tivemos o nosso inicio de crescimento no ponto de choque 3. Só ai passámos da nossa observação para a desconstrução. O nosso segundo momento do ciclo, simboliza o meio do teu percurso e é simbolizado pelo 6, o choque da vontade. Estamos prontos para este passo quando nos definirmos. O próximo passo visa enfrentar o desconhecido, compreender que algo que idealizámos necessitará de passar pelo filtro da coragem e da fé em nós mesmo.

Estação 6 – Choque mental

Aqui o exterior testa a nossa determinação. Nesta estação florescem as dúvidas em procura de certezas. Momento para nossa consciência e coragem. A vontade de ir em frente só vem com a consciência de nós próprios e do nosso caminho. O exterior intervém como um teste às nossas determinações. É tempo de compreendermos esses impactos e compreendermos a força que temos dentro de nós. Só ela vence os impactos vindos de fora.

Passo 7 – A passagem do choque mental para o Eu visionário

O nossa plano ganha a fé inabalável de merecermos ser quem verdadeiramente Somos e estamos prontos para fazer crescer a dimensão do nosso ser e dos nossos sonhos. Ultrapassada a dúvida existencial do merecimento e do impacto exterior é tempo de imaginar todos os impactos da nossa nova forma de ser.

Estação 7 – O meu novo Eu Visionário

É chegado o momento de dar cor aos nossos sonhos e idealizações. É tempo de os tornar as nossas definições numa realidade imaginada. Aqui a imaginação e idealização confundem-se numa fusão entre o desejo e a consciência de quem somos (definido no ponto5). A imagem é experienciada com entusiasmo e espontaneidade. Ideias ganham forma pela definição concreta do que se quer concretizar e de como se pretende materializar. Só aqui deveremos estar a definir os nossos Verdadeiros objetivos.

Passo 8 – A passagem do Eu visionário para o Eu materializado

A imagem inunda a nossa percepção impulsionando a concretização. Nada pode ficar eternamente na nossa imaginação, especialmente depois de todo o caminho sustentado e percorrido.

Estação 8 – O meu novo Eu materializado

Hora de agir conforme nos criámos. A obra foi criada necessita de ser vivida. Nesta estação materializa-se o plano que o arquiteto desenhou (ponto 5), que o designer decorou (no ponto7). A “casa” necessita ser vivida. Vivida como quem se empenhou com integridade em cada uma das suas fases. Agora o que está definido necessita ser concretizado. Nesta fase estamos a Viver o que em tempos propomos como um sonho fantástico (numa determinada necessidade de crescimento).

Passo 9 – A passagem do Eu materializado para o choque do equilíbrio e esquecimento

Todo o processo materializado gera conforto. O conforto de sermos quem sentimos que somos. Quando o aprendizado fica materializado a segurança gera naturalidade. Estamos prontos para um novo ciclo de crescimento. Regra geral antes de um novo começo estamos prontos para uma recuperação de “sono”.

Estação 9 – Equilíbrio e esquecimento – primeiro ponto de choque

Novo ciclo de crescimento está pronto a ocorrer, logo que nos esqueçamos que acabamos de fazer uma viagem. Como esta viagem foi feita acordado, este será excepcionalmente um ponto de recordação e aprendizagem.

Movimentos internos

Movimentos internos regressivos

Para além dos movimento regressivos ao longo do circulo de crescimento (por exemplo da estação 2 para a estação 1 ou da 3 para a 2), existem atalhos regressivos que nos fazem retroceder no nosso crescimento. Por norma estes movimentos são mais bruscos e imperceptíveis se não estivermos conscientes e acordados no nosso processo de transformação. Estes movimentos estão na base de tantos esforços repetidos e desperdiçados nos processos de crescimento. Quando mal compreendidos originam estímulos de desmotivação e descrédito que tantas vezes condicionam novas investidas. Esta metodologia dos 9 passos proporciona acompanhar as nossas tentações a cada momento. Só a consciência nos permite escapar de tão sofisticadas armadilhas.

Movimento da estação 4 para estação 1 ou estação 2

Quando estamos no nosso processo de crescimento e progredimos até ao ponto quatro deparamo- nos com o nosso Eu desconstruído. O nosso Ego compreende as nossas sinceras intenções, há que esvaziar o copo para voltar a encher. É necessário abandonar coisas que não funcionam. Aceitar abandonar e desapegar dos nossos “vícios” significa destruir alguns vícios. Vícios que nos dão uma falsa sensação de segurança. O receio de perder essa segurança aparente e despejar as mascaras do nosso Eu iludido

levam-te a equacionar os nossos mais profundos medos. A reação é instantânea e mecanizada, a fuga passa a ser uma aparente solução. Perante essa compulsão a energia concentrada, necessária para a mudança definitiva, dispersa-se e fluir para os seus caminhos naturais. A ligação à estação 1 e 2 manifestam uma escapatória inevitável. Todo o processo de aprofundamento e crescimento, desenvolvido até ao ponto 4 é agora ignorado, manifestando-se de diferentes formas nas iminentes estações 1 e 2.

Na estação 1 manifestamos novamente a mecanicidade descontrolada dos nossos comportamentos ignorando todo o caminho percorrido e o atual contacto com as verdadeiras feridas. Agora tudo parece novamente controlado. A reação é mecânica e não consciente. O alivio aparente ocorre e o crescimento cessa. O comportamento mecanizado substitui a dúvida e incerteza. No momento parece ser uma decisão acertada e tranquilizante.

No movimento para a estação 2 o Eu desiste do “trabalho” para se voltar a observar. De repente o que parecia tão mal é agora uma mistura consciente de observação entre aspectos positivos e menos positivos. O escape rápido sara as feridas abertas mas condena o caminho de crescimento. Novas etapas necessitarão de ser novamente percorridas para retomar o estágio recentemente abandonado.

Na minha prática, é muito frequente clientes relatarem o quanto já tentaram processos de mudança com relativo empenho e esforço e que se esbateram nesta armadilha. É aflitivo ver o seu desespero quando lhes falo dos 9 passos e eles compreenderem o quanto estiveram perto de uma mudança sustentada, quando entretanto saíram da “zone”.

Movimento da estação 7 e estação 8 para a estação 5

Depois de ultrapassado a passagem temiael (passagem da estação 4 para estação 5) o retorno já não é possível. Se cumprirmos os passos necessários os retrocesso que entretanto venham a ocorrer jamais serão marcados para o nível anterior de consciência (estações 4 e inferiores). Os movimentos impulsivos são mais fáceis de ser consciencializados e retomados.

No ponto 7, quando as imagens ganham cor e os projetos se idealizam por vezes ocorre eles não corresponderem aos nossos mais profundos padrões pessoais que entretanto desenhámos. É tempo do nosso arquiteto voltar a desenhar o seu esboço e rever alguns critérios. O nosso novo Eu necessita de ser recriado de uma outra forma. Este movimento caracteriza a regressão interna do ponto 7 para o ponto 5 desenhada no diagrama. (ver figura 1).

Na estação 8 o mesmo pode ocorrer. Subitamente quando nos encontramos a viver de acordo com o nosso plano, podemos sentir a necessidade de o redefinir. A cada um destes retrocessos necessitaremos de retomar a nossa marcha. A mesma faz-se sempre a partir da estação 5, com a recriação do nosso Eu construído.

Da mesma forma que este mapa de transformação se manifesta para a transformação humana, o mesmo ocorre nas mais diferentes áreas de transformação. Nomeadamente, nos relacionamentos, nas alterações políticas, nas áreas empresariais. Deixo abaixo três diagramas com exemplos de transformação nas áreas empresariais, mudanças sociais e  relacionamentos pessoais.

 

NOTA: Este trabalho para além de aplicado detalhadamente na nossa certificação em Eneacoaching foi alvo de publicação em Livro com o título “40 dias e 1 segundo para mudar a tua Vida” – Editora Topbooks – edição Portuguesa 2014

Eduardo Reis Torgal – eduardo.torgal@eneacoaching.com – www.eneacoaching.com +351 915335514 Founder of Eneacoaching Institute in Portugal. Business Master Coach by Behavior Coaching School. Practitioner in NLP e International Master Trainer in Coaching.
 Business Coach since 2004 in Portugal and Brasil.
 Vice – President of IEA Portugal Association. Enneagram professor and supervisor (in Portugal and Brasil) by the EPTP – Enneagram Professional Training Program. IEA Accredited Professional.

ENEACOACHING 9 PASSOS – NAS ORGANIZAÇÕES

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ENEACOACHING 9 PASSOS – NAS TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS

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